Quando “se” faz a diferença

Quando conhecemos uma pessoa próspera e abençoada por Deus, nossa tendência é pensar que Deus não é justo. Afinal, porque dá tanto a uns e tão pouco ou nada a outros? Por que não trata a todos igualmente? Na verdade, Ele não discrimina ninguém, Deus não tem os “seus protegidos”, na acepção popular do termo. Apenas age de acordo com critérios pré-estabelecidos. É muito importante saber que todos são tratados com amor, porém cada um atrai para si, bênção ou maldição, salvação ou condenação, perdão ou ira, vida ou morte, enfim, tudo depende do caminho que escolhemos seguir.

Somos todos livres para fazer nossas escolhas, disse alguém com muito acerto, pois afinal “tudo aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7.)

Na Bíblia há inúmeras promessas: Perdão, I Jo 1.9; Salvação, At 16.31; Bênçãos sem medida, Dt 28.1-14 e centenas de outras, mas vez por outra perguntamo-nos porque muitas não se cumprem em nossas vidas. A culpa é de Deus? Claro que não. De um modo geral as promessas de Deus veem precedidas de um “SE”, são condicionais. Precisamos satisfazer estes pré-requisitos se desejarmos vê-las concretizar-se para nós. Citamos aqui algumas: “Se quiserdes e me ouvirdes comereis o melhor desta terra”. (Is 1.19.)

“Se atentamente ouvirdes a voz do Senhor teu Deus, tendo o cuidado de guardar todos os seus mandamentos… o Senhor te exaltará… virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos” Dt 28.1 e 2. Deus cumpre todas as suas promessas, quer sejam de bênção ou de maldição. Está escrito em Ez 12.28 “Assim diz o Senhor: não será retardada nenhuma das minhas palavras, a palavra que falei se cumprirá”.

Concluindo, vida bem sucedida e abençoada não é para “poucos privilegiados”, mas sim para tantos quantos estiverem dispostos a ouvir o Deus da Bíblia e se submeter à sua vontade.

Por Lincoln Portela